Usuários do Iasep relatam problemas para conseguir atendimento no PA

 

 

11/02/2016

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Usuários do plano de saúde Instituto de Assistência dos Servidores do Estado do Pará (IASEP) denunciam problemas para conseguir atendimento médico. Segundo os usuários, clínicas e médicos credenciados estariam demorando até seis meses para realizar uma consulta.

A equipe da Tv Liberal entrou em contato com uma clínica por telefone para tentar marcar uma consulta, mas ao informar que o plano seria IASEP, a atendente informou que não seria possível pois existe uma cota. "Não tem senhora, para esse mês já foi tudo agendado. Sempre é no primeiro dia útil de cada mês", afirma a atendente ao telefone.

 

O diretor do Sindicato dos médicos no Pará (Sindmepa), afirma que para a categoria o baixo valor das consultas e o atraso no repasse do pagamento são os principais fatores que dificultam o atendimento. 

 

"O normal é você fazer em 60 dias após a entrega da fatura, ou estar sendo pago em até seis, sete meses, o valor hoje é muito pouco. Entrou em R$36 o valor de uma consulta e o ideal seria em torno de R$85", explica o diretor do Sindmepa, Lafayette Monteiro.

 

O Iasep tem atualmente em torno de 255 mil usuários. Para a diretora do Iasep, Lúcia Souza, o número de usuários seria a prova de que plano funciona bem. Ela admite que o único problema é o repasse de verbas.

 

"O Iasep nunca disse que não tem pagamento em atraso. A gente vem em uma bola de neve porque a rede cresceu muito. Como eles administram quantas consultas ele vão realizar pelo Iasep, isso não está previsto em contrato. Eu não posso obriga-los", afirma a diretora.

Uma servidora que prefere não se identificar relata que paga mensalmente R$219,95 descontados do seu contracheque, para ter acesso ao IASEP, plano de saúde oferecido pelo Governo do Estado, mas sempre que precisa, nunca consegue atendimento médico.

 

"Eu já passei em torno de seis meses para tentar marcar um ginecologista. Eu ligava e a secretária até ria, ela dizia:'olha, o médico não recebe, ele não vai atender'.Tem cotas e as cotas são geralmente de um a cinco de cada mês e depois disso a gente não consegue mais usar o plano.

A servidora ainda relata que se sente desamparada com a situação."Eu me sinto lesada, porque sendo descontado rigorosamente do meu contracheque e eu não ter direito é uma situação muito complicada", lamenta.

 

FONTE: G1 Pará

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