OSs de saúde pressionam Senado por aprovação de nova regulação do setor

Data: 18/01/2018

As OSs (organizações sociais) da área da saúde pressionam pela aprovação de um projeto de lei que altera a regulação do setor. O texto prevê garantias às entidades em caso de descumprimento de contrato por parte do governo.

 

O modelo atual, regulado por uma lei de 1998, permite que os governos deleguem a gestão de hospitais públicos.

 

"O problema da lei vigente é que várias organizações que sofrem com o atraso dos repasses não estão protegidas [com relação ao não pagamento]", diz Renilson Rehem, presidente do Ibross (do setor).

 

A proposta, de autoria do senador José Serra (PSDB-SP), prevê que as organizações possam descumprir o contrato (com eventual interrupção dos serviços) caso o atraso seja maior a 90 dias, sem que o Estado possa rescindi-lo.

 

"Outro problema é o passivo trabalhista em caso de rescisão contratual fora do previsto", diz Rehem.

 

O projeto as autoriza a usar 15% dos repasses como reserva para ações trabalhistas.

 

"O modelo atual tem os instrumentos de transparência necessários para a fiscalização do uso dos recursos", diz Walter Cintra, da pós-graduação em gestão hospitalar da FGV.

 

No texto dos contratos atuais já pode haver previsão de garantias em casos de rescisão injustificada por parte do órgão público contratante, segundo o professor.

 

A proposta, que pode ser alterada, está na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, onde aguarda parecer do relator, Wilder Morais (PP-GO).

 

 

Fonte: Folha de S. Paulo (Coluna Mercado Aberto)

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