Os planos de saúde perdem usuários e reveem reajustes

Data: 04/08/2020

Entre março e maio, primeiros meses da pandemia, 283,6 mil pessoas perderam o plano de saúde e 518,7 mil, o convênio odontológico. A maior parte desses planos cancelados era benefício concedido por empresas a funcionários demitidos.

 

Foi uma queda histórica em período tão curto. A crise anterior do setor se alongou entre 2015 e 2017, quando a perda acumulada foi de 3 milhões de usuários. Naquela época, 83 mil pessoas perdiam o convênio médico por mês. Agora, esse número chega a 142 mil e deve aumentar, porque as companhias costumam manter o plano por alguns meses após as demiss

 

Além dos cancelamentos por demissões, muitos trabalhadores que tiveram redução de salário cortaram planos pessoais para ajustar o orçamento. A OdontoPrev, maior operadora dental do país, perdeu 274 mil usuários no segundo trimestre, perda considerada “sem precedentes” pela empresa.

 

Esse cenário adverso levou seguradoras e operadoras de planos de saúde a abrir mão do reajuste e até a conceder descontos para não perder clientes. “Isso é algo que nunca se viu no setor”, diz Paulo Jorge Rascão Cardoso, vice-presidente da Aon, consultoria que administra carteira com 2,8 milhões de usuários de planos de saúde corporativos. No segundo trimestre, segundo a consultoria It’s Seg, o pedido inicial médio das operadoras era de aumento de 24,8% nas mensalidades, mas chegou-se a um acordo de 7%.

 

Para conter os reajustes e até conseguir reduções de preços, as empresas e consultorias argumentam que durante a pandemia houve uma forte contenção dos procedimentos hospitalares, com diminuição de custos para as operadoras de planos. Em junho, por exemplo, a taxa de sinistralidade das operadoras foi de 59%, em comparação com 81% no mesmo período de 2019, segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

 

Fonte: Valor Econômico

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