Médicos alertam para o aumento de casos de caxumba em Belém

Data: 26/04/2017

Médicos infectologistas alertam para o aumento dos casos de caxumba em Belém. Segundo especialistas, a doença tem atingindo, principalmente, jovens e adolescentes, e a melhor forma de se prevenir é a vacinação.

De acordo com a médica infectologista Vânia Brilhante, nos últimos 60 dias ela está atendendo, em média, dois casos de pessoas infectadas com o vírus da caxumba por semana. Segundo a médica, a doença é relativamente simples, mas não tratada da forma correta pode causar danos graves, principalmente nos homens.

"O que acontece muito nos meninos na pré-adolescência é quando, como as pessoas dizem, a caxumba desce. Por isso que os repousos sintomáticos são importantes para tentar diminuir as chances para essa caxumba ir para as glândulas, porque pode desencadear uma esterilidade. A pessoa vai ficar sem poder ter filhos", alertou a infectologista.

João Pereira, de 23 anos, foi surpreendido pela caxumba. Segundo ele, só no período da infância que ouvia na infância. Inicialmente sentiu dificuldade de identificar a doença, por isso precisou ir a um especialista para confirmar o contágio e também pegar orientação sobre o tratamento.

"Eu senti dor nos testículos, e depois, neste mesmo dia, à noite, esta região (maxilar) começou a doer. A princípio eu pensei que fosse dor de dente, envolvendo o siso. Mas, posteriormente, começou a inchar a região do meu rosto e eu fui procurar um infectologista para ver o que era. Ai, de primeira, ele supôs que era caxumba", contou João.

Os principais sintomas da doença são: Inchaço das glândulas da salina que ficam entre o rosto e o pescoço, febre, dor de cabeça, perda do apetite, fraqueza e dor ao mastigar alimentos.

Segundo Vânia Brilhante, o tratamento da caxumba se assemelha ao de uma gripe, mas a melhor forma de evitar e combater a doença é a vacinação.

"São os mesmos da gripe, por exemplo: tampar o rosto ao espirrar, ao tossir, evitar contato próximo, usar muito álcool em gel, para limpar e higienizar bem às mãos. Verificar se as crianças ao redor estão vacinadas. Porque a vacinação, pelo menos, consegue impedir a forma da doença durante muito tempo”, concluiu.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (Semas), a caxumba não é uma doença de notificação obrigatória, por tanto não existem dados específicos sobre o número de casos aqui na cidade. Mas a vacina contra o vírus está disponível nas unidades de saúde e é a melhor forma de prevenção. A Semas informou ainda que a vacina tríplice viral, caxumba, rubéola e sarampo, faz parte do calendário de imunização e está disponível nas salas de vacinação do município, de segunda à sexta-feira, de 8h às 17h.

Fonte: G1 Pará

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