“Brasil perde um hospital a cada dois dias”

Data: 17/07/2018

Segundo dados oferecidos pelo presidente do SINDESSPA, Breno Monteiro, Pará conta com a alarmante cifra de 14% de hospitais privados que fecharam suas portas.

 

Nos últimos oito anos, mais de 31 mil leitos a nível nacional foram desativados. Com essa queda, o Brasil teve quase 1800 hospitais fechados desde 2010, sendo que mais do 50% contavam com leitos destinados a pacientes conveniados com o SUS. Uma cifra alarmante que revela que no Brasil a cada dois dias um hospital fechas as portas.

Somente nos últimos dois anos, mais de oito mil unidades foram desativadas. O levantamento foi feito pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS) e a Federação Brasileira de Hospitais (FBH) a partir de dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde do Ministério da Saúde.

Para o Presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado do Pará (SINDESSPA), Dr. Breno Monteiro, “o sistema público de saúde está ruim há muito tempo e esta começando a afetar o setor privado, pacientes que tem plano de saúde começam a ter dificuldade no acesso e essa situação é muito preocupante”.

Monteiro explicou também que uma situação que se repete em todo o país tem sido o fechamento de leitos no interior, sendo que 95% dos hospitais afetados eram de pequeno e médio porte. O interior está ficando cada vez mais desassistido.

No Pará

A situação no estado do Pará não deixa de ser preocupante, pois o número de leitos fechados é de 17%, significando que em 2010 se contava com mais de 9 mil leitos e hoje tem menos de 7 mil. “Em 2010 era ruim, hoje é pior”, sentenciou Monteiro. Outro dado preocupante oferecido é que no Brasil, até 2010, eram 2,7 por cada 1000 habitantes e hoje são só 2. No Pará a situação não escapa dessa realidade sendo que existem só 1,2 leitos por cada 1000 habitantes. A OMS recomenda que para cada 1000 habitantes devam ter pelo menos três leitos.

Em 2030 o número de idosos no Brasil será de mais de 40 milhões

Para 2010, o número de idosos no Brasil irá ser de mais de 40 milhões, o preocupante dessa cifra é a quantidade de hospitais fechados, outros próximos a fechar e as dificuldades em acrescento para o acesso aos sistemas públicos e privados de saúde no país.  Segundo o Dr. Breno Monteiro, essa situação é resultado das políticas públicas erradas em relação as cargas tributárias elevados e esses reajustes dos planos de saúde anunciados há pouco por 10% dentro de uma economia com só 2% de inflação.

“Este resultado não vem só por causa da crise econômica, talvez tenha acelerado, mas falamos de oito anos para cá, desde 2010, as políticas públicas são a principal causa desses números alarmantes, precisamos mudança urgente” asseguro Monteiro.

Uma das soluções para essa situação é tentar reduzir a carga tributária e utilizar mais eficientemente os recursos. Não adianta investir só na medicina de prevenção porque existem pessoas que não se preveem há anos, e elas precisam de atenção médica agora.

“Estamos trazendo este alerta para repensar em que fazer agora, que estamos em época de eleições, sendo que a saúde sempre é jogada para segundo plano e na saúde sempre as necessidades são maiores”, finalizou o Dr. Monteiro.

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